Bombeiros de Minas Gerais localizaram um corpo na área onde funcionava o almoxarifado na área onde funcionava o setor administrativo da Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

O local foi atingido pela lama que vazou da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, que se  rompeu no dia 25 de janeiro. O porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, disse à Agência Brasil que o corpo foi levado hoje (21) para o Instituto Médico-Legal (IML) para que seja feita a identificação.

A tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 km de Belo Horizonte, completa 11 dias de buscas.

Segundo Aihara, os bombeiros estão trabalhando lá desde o fim da tarde de ontem (20) e há possibilidade de que outros corpos sejam encontrados na área do almoxarifado. “A gente já retirou um corpo do local e deve retirar mais corpos em breve, mas ainda depende das escavações. Como a estrutura está parcialmente destruída, a gente tem um carreamento de estrutura de corpos que estão na lama. Só quando a gente fechar a escavação é que vai ter este tipo de dado”, afirmou Aihara. Ele disse que, por isso, ainda não é possível saber quantos corpos podem ser encontrados naquela área.

De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, até ontem (20) estavam identificados 171 corpos de mortos na tragédia de Brumadinho e havia 139 desaparecidos.

Cruzamento de dados

De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, foi possível identificar que se tratava da área do almoxarifado por meio do cruzamento de dados com os pontos já referenciados do local e das escavações que já tinham começado a ser feitas.

Aihara informou que as escavações vão continuar até as 21h desta quinta-feira e amanhã (22) serão retomadas com base no planejamento que as equipes farão após o encerramento das buscas nesta quinta-feira.

Sete frentes

Além da área do almoxarifado, os bombeiros estão com escavações em seis frentes de buscas em toda a região que foi atingida pelo rompimento da barragem. “A gente fez uma divisão de todo o terreno em quadrículos, então, toda a área inundada é vistoriada, não deixa de ser verificada. Só que agora a gente trabalha em camadas mais profundas”, disse o tenente Aihara. Ele ressaltou que esta fase do trabalho é mais difícil por causa da profundidade da lama.

Os profissionais de Minas Gerais continuam a trabalhar com apoio de profissionais de outros estados. “Existem bombeiros de outros estados que estão trabalhando, mas todos atuam sob coordenação e sob o comando do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A maior parte do efetivo é do Corpo de Bombeiros de Minas com colaborações pontuais de outros estados”, disse Aihara.

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