A Justiça Federal tenta, pela terceira vez, leiloar dois imóveis do ex-ministro José Dirceu (PT). Estão abertos para lances até as 14h dessa terça-feira (28) um escritório comercial e uma chácara sequestrados na Operação Lava Jato por decisão do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. O prédio comercial de José Dirceu está situado em Moema, na zona sul de São Paulo, e possui área de 500 metros quadrados. No local funcionava a sede da empresa JD Assessoria e Consultoria, apontada pela Lava Jato como instrumento de lavagem de dinheiro do petista.

O imóvel foi avaliado, em 2015, em R$ 6 milhões, valor que foi dado como lance inicial da primeira tentativa de leilão. Diante da falta de ofertas, o leiloeiro Marangoni Leilões baixou o lance inicial para R$ 3 milhões. O outro imóvel é a chácara Vale da Santa Fé, situada em um condomínio no município de Vinhedo, no interior paulista.

A chácara tem área de 2.300 metros quadrados e é avaliada em R$ 1,8 milhão. O lance inicial para arrematar a propriedade é de R$ 900 mil. Até a publicação desta reportagem, 358 pessoas haviam visitado a página do leilão do imóvel na zona sul de São Paulo, enquanto 282 conferiram a da chácara em Vinhedo. No entanto, nenhum dos dois imóveis receberam ofertas até o momento. No mês passado, uma casa do ex-ministro, no bairro da Saúde, em São Paulo, foi arrematada por R$ 465 mil. O comprador foi identificado apenas como ‘Jorge 1960’, morador da cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Dirceu foi condenado na Lava Jato pelo juiz federal Sérgio Moro em duas ações penais, uma delas conrmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa. As penas, somadas, ultrapassam os 30 anos de prisão. O petista foi preso ainda em 2015, por ocasião da Operação Pixuleco, mas ganhou liberdade em maio do ano passado após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). José Dirceu voltou a ser preso em maio deste ano, mas, já no mês seguinte, novamente o Supremo decidiu suspender a execução da condenação do ex-ministro.

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